Letra – Não Encosta a Barriguinha

Antigamente era assim
Numa bailanta de galpão
A xiruzada entreverada
Entortava no salão

A xiruzada entreverada
Entortava no salão
Antigamente era assim
Numa bailanta de galpão

(Refrão)
E a comadre lá num canto
Diz pra moça no salão
Não encosta a barriguinha
Na fivela do peão

No repicar de uma vanera
Dança a prenda e o peão
Tem quem dance a noite inteira
Até descascar o garrão

Tem quem dance a noite inteira
Até descascar o garrão
No repicar de uma vanera
Dança a prenda e o peão

(Refrão)

Redemunhando pela sala
Tia Marica bate o pé
Dança comadre Maria
Com o compadre José

Dança a comadre Maria
Com o compadre José
Redemunhando pela sala
Tia Marica bate o pé.

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Letra – Batendo Água

Meu poncho emponcha lonjuras batendo água
E as águas que eu trago nele eram pra mim
Asas de noite em meus ombros sobrando casa
Longe “das casa” ombreada a barro e capim

Faz tempo que eu não emalo meu poncho inteiro
Nem abro as asas da noite pra um sol de abril
Faz muitos dias que eu venho bancando o tino
Das quatro patas do zaino pechando o frio

[Troca um compasso de orelhas a cada pisada
No mesmo tranco da várzea que se encharcou
Topa nas abas sombreras, que em outros ventos
Guentaram as chuvas de agosto que Deus mandou]

Meu zaino garrou da noite o céu escuro
E tudo o que a noite escuta é seu clarim
De patas batendo n’água depois da várzea
Freio e rosetas de esporas no mesmo trim

Falta distância de pago e sobra cavalo
Na mesma ronda de campo que o céu deságua
Que tem um rumo de rancho pras quatro patas
Bota seu mundo na estrada batendo água

[Porque se a estrada me cobra, pago seu preço
E desabrigo o caminho pra o meu sustento
Mesmo que o mundo desabe num tempo feio
Sei o que as asas do poncho trazem por dentro]

Letra – Gritos de Liberdade

Minuano tironeando a venta dos tauras
Relincho de baguais faíscas ao vento
O brabo terrunho do punho farrapo
Num bate cascos medonho ao relento

Peleando em favor da pampa a pilcha sovada em tira
Marcando fronteira provou lealdade
Livrando os trastes da pampa na ventania rusguenta
A Pranchando adaga a gritos de liberdade

| Vento cavalo peão marca de cascos no chão
| Fronteiras em marcação nosso ideal meu rincão

Em noites em que o minuano assusta os cavalos
Escuto o tropel dos centauros posteiros
Almas charruas cavalgam coxilhas
A Guardando as fronteiras do sul brasileiro